UFRGS terá novo laboratório de medicina
Dissecação Animal Banida das Escolas Israelenses
Progresso da Anti-Vivissecção em um País Muito Especial

Dissecação Animal Banida das Escolas Israelenses


sapo artificial desenvolvido para estudos

Em 12 de Dezembro de 1999 o Ministro de Educação Israelense, Sr. Yossi Sarid, anunciou a proibição de dissecção animal na escolas. Após 8 anos de campanha dos ativistas do "Anonymous Animals Rights" e "The Israeli Society for the Abolition of Vivissection. O Ministro Sarid explicou que ele não era convencido de que a dissecção de sapos é essencial para estudantes e seus estudos ao ponto de ser impossível ensinar ou aprender biologia sem essa prática. Ele disse: "Com os avanços tecnológicos de hoje, podem ser oferecido aos estudantes animais virtuais ou vídeo cassetes, não sendo mais necessário procurar o coração e entranhas de uma criatura viva. É mais importante ensinar aos estudantes de Israel a compaixão pelos animais. E este tipo de compaixão os encaminhará a uma maior compaixão pelos humanos.".


Progresso da Anti-Vivissecção em um País Muito Especial

( Por Fabrizia Patresi, Itália )

Fazem apenas 8 ou 10 anos atrás que a palavra "vivissecção" não era mais impressa em jornais. Mas nestes últimos anos tivemos grandes mudanças na Itália, principalmente na opinião pública. E nós sentimos isso, junto com nossos aliados, nossa própria organização teve uma grande vitória. Em Setembro de 1993 uma lei italiana foi aprovada, admitindo uma objeção consciente à experimentação animal. Então, a nossa é a primeira nação no mundo a introduzir esse tipo de reforma – a qual faz juz a minha conotação de que a Itália é um "país muito especial".
"Após nosso primeiro Congresso Internacional Científico em 1989, o qual foi um grande sucesso, nós chegamos a conclusão de que era extremamente importante de se especializar no aspecto científico da vivissecção... Nós pensamos ser também importante, ter um comitê científico. Em 1992, em um empreendimento com a "LAV" ("Lega Anti-Vivisezione"), nós formamos o "Comitato Scientifico Antivivisezione" ("Scientific Anti-vivisection Committee"), tendo como Presidente o Prof. Pietro Croce, e nós temos grande cooperação desde então... "As nossa campanhas publicitárias são muito eficazes no nosso trabalho". Nossa primeira campanha em setembro de 1993, foi intitulada "Vamos Vivissectar o Sistema de Saúde Italiano". O Juiz Antonio Pietro começou então, a operação ‘lavar as mãos’, a qual revelou uma corrupção impressionante na política e outras instituições ao longo do país. Nossa intenção era ressaltar o sistema deplorável do serviço de saúde pública e as injustiças da indústria farmacêutica. Nós sempre tentamos explicar ao público leigo, que a indústria farmacêutica é motivada puramente pelos lucros, um fato amplamente demonstrado por escândalos, ... E expondo o que se esconde atrás dos escândalos médicos na Itália naquela época, sendo assim, a nossa primeira campanha foi um sucesso.

(Extract from DBAE (Doctor in Britain Against Animal Experiments) International Scientific Congress 95 - DBAE P.O.Box302 London N8 9HD England.)



UFRGS Terá Novo Laboratório de Medicina

Estudantes da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) deixarão de lado, nas aulas práticas, as esponjas e os tecidos orgânicos mortos de animais.
A instituição vai inaugurar, em 8 de junho, um novo Laboratório de Habilidades e Técnicas Operatórias, que oferecerá um manequim importado, peças anatômicas e sangue falso para treinamento dos universitários.
O espaço, instalado em uma área de 120 metros quadrados do Hospital de Clínicas, custou R$ 230 mil. Além de contar com o apoio do hospital e da própria universidade, o local se consolidou graças ao Promed, um programa do Ministério da Saúde para incentivo de mudanças curriculares em cursos de Medicina.
- O laboratório será importante para que o aluno tenha um ensino prático mais adequado, que envolve dar um ponto ou fazer a sutura de uma veia, por exemplo - afirma o diretor da Famed, Mauro Czepielewski.
Com o uso de tecidos de porcos e galinhas mortos, os alunos de nono semestre de Medicina e professores correm riscos de acidentes biológicos, explica o chefe do Departamento de Cirurgia, Geraldo Sidiomar Duarte.

Local terá equipamentos de informática e sala de aula

O material também dificulta o aprendizado, o que fazia com que a universidade usasse cachorros vivos até o início da década.
- Professores não queriam dar aula, porque diziam que era insalubre - afirma o professor Paulo Sandler, que lista também argumentos éticos para o fim do sacrifício dos animais durante os ensinamentos.
O espaço não contará apenas com material sintético que imita o tecido humano. O laboratório terá ainda equipamentos de informática e sala para aulas teóricas.
A UFRGS também assinou um convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para oferecer ensino à distância aos estudantes de Medicina em outro espaço.
Até julho, a instituição pretende concluir um laboratório de informática que permitirá o acesso ao Homem Virtual da USP - uma gigante biblioteca interativa com as informações atualizadas e completas sobre o assunto.

Jaisson Valim para o Jornal Zero Hora




 

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